A INFLUÊNCIA DO ÁLCOOL NO METABOLISMO HEPÁTICO.


Figado

Hoje irei falar como álcool pode interferir no metabolismo hepático, e como seu consumo em excesso pode levar um indivíduo saudável a desenvolver uma hepatopatia. Vamos lá?


O fígado é considerado o órgão central do metabolismo, e qualquer agente que cause mudanças na sua fisiologia, pode provocar alterações irreversíveis e danos nos hepatócitos (células hepáticas). Em geral, a doença hepática alcoólica (DHA) pode apresentar-se em 3 formas: esteatose hepática, hepatite alcoólica aguda e cirrose alcoólica. A esteatose é comum em 80% dos casos de ingestão excessiva de álcool, ocorrendo sempre que o consumo exceder 80g de etanol por dia! Vou usar a cerveja como exemplo: geralmente uma lata de cerveja de 350 ml tem 17,5g de etanol! Ou seja, em 4 latas e meia é possível ter essa quantidade de 80g de etanol. Na maioria das vezes as pessoas bebem uma quantidade muito superior a essa! A quem diga: mas nutri, é só no final de semana. Não importa, os danos também ocorrem em altas doses de forma de aguda! Mesmo que você não beba todos os dias, mas quando bebe ingere altas quantidades de álcool, isso também é um fator de risco pra você. Esse dano tem por característica o acúmulo de triglicerídeos (gordura) no fígado. Esse acúmulo gera uma reação inflamatória, com aumento de citocinas pró-inflamatórias, causando lesão nos hepatócitos e reduzindo sua atividade funcional. O fígado é um órgão capaz de funcionar de forma normal, com até 10% da sua capacidade. Por isso em muitas hepatopatias o paciente já chega com um quadro clínico avançado, reduzindo suas chances de cura. Antes de tomar aquela cervejinha pense nisso.


Referência:


Cuppari 3° edição 2014.

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