Caseína, proteína do leite, aumenta a produção de células cancerígenas da próstata.

Assuntos relacionados aos possíveis malefícios causados pela ingestão do leite está em alta em blogs, instagram e programas de saúde. Porém, o que trazem geralmente a tona são as complicações geradas pela Lactose, um carboidrato presente no leite. Nem todos os indivíduos possuem a capacidade de digerir adequadamente tal carboidrato e acaba gerando inflamações na parede intestinal ocasionando desconfortos, prejudicando a absorção de nutrientes e a sinalização correta no nosso organismo. Entretanto, como este post não é sobre a lactose, mas sobre a caseína, não vou me estender muito sobre este assunto, vou falar sobre outro componente presente no leite: a caseína.

Leite

A caseína é uma proteína presente no leite conhecida por ter uma absorção mais lenta que o whey e por este motivo as pessoas costumam suplementar a caseína antes de dormir. Somente pelo fato da lenta absorção, esta proteína impõe grande tensão no sistema digestivo. Dr. Frank Lipman, especialista em medicina funcional, afirma que alguns sintomas comuns deste esforço extra que seu corpo faz para digerir a caseína são: excesso na produção de muco, problemas respiratórios e problemas digestivos como constipação, gases ou diarreia. A alergia pode causar acne, erupções ou irritações cutâneas e vermelhidão. Segundo Dr. T. Colin Campbell (2006), autor de The China Study, a caseína é um dos principais componentes que geram câncer que já foi descoberto. Um estudo publicado na World J Mens Health em agosto de 2014, revela que a ingestão a caseína é responsável por aumentar a produção de células cancerígenas na próstata (PC3 e LNCaP).


ESTUDO INDICA QUE A SÍNTESE PROTEICA COM WHEY HIDROLISADO É SUPERIOR À CASEÍNA


Um estudo compara as proteínas whey hidrolisado, caseína e proteína isolada derivada da soja em relação a síntese de proteína muscular em homens jovens. Publicado no Journal of Applied Physiology (2009), Tang et al afirma que o consumo de whey protein hidrolisado resultou em maior disponibilidade no sangue de aminoácidos essenciais, de cadeia ramificada e de leucina quando comparado à ingestão de caseína ou proteína derivada da soja (figura ao lado). A síntese proteica quando as proteínas foram ingeridas durante o repouso foi maior com a ingestão de proteínas de mais rápida absorção (whey hidrolisado) chegando a ser 93% maior que a caseína. Já quando ingeridas após os exercícios, a síntese proteica como whey hidrolisado chegou a ser maior em 122% comparando à caseína.



O MITO DA NECESSIDADE DE INGESTÃO DA CASEÍNA A NOITE


Um outro estudo, realizado por Antonio, Ellerbroek e Silver em 2017, compara a ingestão de 54 g caseína pela manhã e pela noite, afirma ainda que não pode ser observada qualquer alteração na composição corporal no grupo de pesquisa.

O quadro abaixo foi retirado do livro The Protein Book de Lyle McDonald. É possível observar que embora o ritmo de absorção da caseína pode ser 49% mais lenta que a absorção do whey protein, existem outras fontes de proteína como a do ovo cozido que podem chegam a ser 71% mais lentas.

RESUMINDO

Existem evidências dos malefícios que a ingestão de caseína é capaz de causar ao nosso corpo, mas a boa notícia é que esta proteína pode ser facilmente substituída por outras fontes capazes de aumentar a sua síntese proteica e/ou fontes que possuem um menor ritmo de absorção reduzindo as chances de catabolismo durante períodos mais longos sem ingestão de proteínas. Consulte um nutricionista.

O conteúdo aqui exposto são artigos científicos publicados em revistas e livros internacionais cujos links dos mesmos são encontrados ao longo do texto.


Um abraço do nutri, Renato Gomes.

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