SUPLEMENTAÇÃO DE FERRO.


SUPLEMENTAÇÃO DE FERRO.

O ferro é um mineral essencial. Ele é fundamental para o bom funcionamento das células e para a síntese de DNA e metabolismo energético. Na hemoglobina o ferro tem a função de transportar oxigênio para o músculo em atividade. Como componente da mioglobina, atua como fixador do oxigênio nas fibras musculares cardíacas e músculo esquelético, para proteger de lesão muscular durante os períodos da privação de oxigênio.


A anemia ferropriva é um dos tipos mais comuns de anemia, que é causada por uma deficiência em ferro que pode ocorrer devido a um baixo consumo de alimentos com ferro, perda de ferro pelo sangue ou devido a uma baixa absorção deste metal pelo organismo.


O ferro compõe 2/3 da hemoglobina, substância presente nos glóbulos vermelhos e responsável por realizar o transporte de oxigênio dos pulmões às demais partes do organismo. A dosagem insuficiente de ferro afeta a produção de hemoglobina, levando à anemia e a falhas no transporte de oxigênio. Como resultado, a pessoa se sente cansada, sem fôlego, incapaz até de realizar atividades cotidianas, como subir escadas.


O ferro desempenha papéis na produção de colágeno e elastina, dois componentes necessários na integridade do tecido conjuntivo, na manutenção do sistema imunológico, na produção e regulagem de vários neurotransmissores cerebrais e na proteção contra danos provocados por oxidantes.


O organismo humano recebe ferro de duas formas: o ferro exógeno, proveniente dos alimentos ingeridos, e o ferro endógeno, proveniente da destruição das hemácias, que libera cerca de 27 miligramas desse metal para ser reutilizado pelo organismo. Um indivíduo adulto saudável tem em seu organismo de 4 a 5 gramas de ferro. O ferro se divide entre ferro não heme e ferro heme, este último é melhor absorvido pelo organismo.


O ferro é um dos principais componentes da hemoglobina, pigmento das células vermelhas do sangue. A falta do mineral faz com que o organismo produza menos células vermelhas, o que irá caracterizar o quadro de anemia.


A condição mais comumente associada à deficiência de ferro é a anemia ferropriva, encontrada frequentemente em crianças, adolescentes e gestantes. Deve-se observar que a deficiência de ferro também pode ocorrer sem anemia, produzindo sintomas como fadiga, problemas de comportamento (diminuição da vivacidade e dificuldade de concentração), fraqueza muscular e maior suscetibilidade a infecções.


Quantidade recomendada de ferro:


- Bebês até seis meses: 0.27 mg

- Bebês até 12 meses: 11 mg

- Crianças de 1 a 3 anos: 7 mg

- Crianças de 4 a 8 anos: 10 mg

- Crianças de 9 a 13 anos: 8 mg

- Mulheres de 14 a 18 anos: 15 mg

- Homens de 14 a 18 anos: 11 mg

- Mulheres de 19 a 50 anos: 18 mg

- Homens de 19 a 50 anos: 8 mg

- Pessoas com mais de 50 anos: 8 mg

- Lactantes menores de 18 anos: 10 mg

- Lactantes acima de 19 anos: 9 mg

- Gestantes: 27 mg


O excesso ferro caracteriza uma doença chamada hemocromatose. Esta doença se divide em primária e secundária. A hemocromatose primária é uma desordem genética transmitida nas famílias. Ela ocorre no nascimento. As pessoas com essa doença absorvem muito ferro pelo trato digestivo. O ferro se deposita no corpo, especialmente no fígado. Você tem maior probabilidade de adquirir essa doença se alguém da sua família já a tiver ou teve.


A hemocromatose secundária, adquirida, se deve a outras doenças relacionadas ao sangue como talassemia ou certas anemias ou muitas transfusões de sangue. Às vezes, ocorre em pessoas que sofrem de alcoolismo há longo tempo e outros problemas de saúde. A hemocromatose pode causar cirrose hepática e sérios danos renais, inclusive com importante perda de sua função.


Além disso, o excesso de ferro pode favorecer a gravidade das doenças isquêmicas cardiovasculares, neoplasias malignas, infecções, acidentes vascular cerebral, artrites e algumas doenças neonatais.







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